Aproximadamente seis em cada 1000 crianças apresentam perda de audição ao nascimento. Estimativa preocupante, levando em conta que muitos dos sentidos ligados a formação infantil passam pela audição. No entanto, somente em menos de 20% dos casos a deficiência é detectada antes dos seis meses, comprometendo o desenvolvimento da criança.
Para a especialista Neide Fátima Cordeiro D. Oliveira, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, até uma perda leve ou moderada pode resultar numa dificuldade para ouvir. A surdez na criança pequena (zero a três anos) tem conseqüências muito mais graves que nos adultos, pois a audição é necessária para o desenvolvimento não somente da linguagem, mas principalmente da inteligência.
Quando diagnosticar a perda auditiva? As perdas congênitas devem ser diagnosticadas ao nascimento, e as adquiridas em período imediatamente após o parto. A especialista recomenda que seja feita a avaliação em todos os bebes nos três primeiros meses de vida.
As crianças em idade escolar devem ser observadas também. Existem algumas maneiras simples de saber se a criança possui problemas auditivos, como: falar baixo o nome dela e observar se ela atende etc. e dessa forma avaliar suas reações.
Neide F C Oliveira